quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Homenagem a Rainha das Águas – Yemanjá






"Venha com as suas preocupações,
venha com os seus lamentos, 
venha quando a vida é alegre,
venha quando a vida a massacra,
venha quando assumir responsabilidades,
venha quando quiser abraçar o mundo com as mãos,
venha quando estiver esgotada,
venha quando buscar renovação,
Tudo o que pedirei quando você vier
é que se entregue a mim
Mãe Oceano
o meu útero aquático espera para acolhê-la
deixa-la nascer outra vez
quando você se render e entregar."



No dia 02 de fevereiro homenageamos a Grande Mãe das Águas, Yemanjá. Odoya!  A data foi instituída em virtude dos pescadores da Bahia desejarem homenagear e presentear a Senhora das Águas, como era feito na Festa  do Rio Vermelho. 
Os pescadores então, procuraram ajuda de quem conhecia o culto a Mãe das Águas, uma Zeladora de Santo do Candomblé que os orientou em homenagear a Divindade Africana Yemanjá, princípio feminino, ligado ao elemento Água, associada a feminilidade e fertilidade, mãe do todos. 
Quando nos jogamos aos  braços de Yemanjá, estamos livres, entregue ao destino, começo e fim, certos de que esse é o único caminho a seguir. Acolhidos e reconfortados no manto dessa Grande Mãe. Considerada uma Divindade Lunar, pois acompanha seus ciclos e as transformações  naturais.
No sincretismo católico encontraremos várias Santidades como referência, pois as Santidades que abençoam as regiões costeiras do Brasil, também são reverenciadas nesse dia, como Nossa Senhora dos Navegantes. Segundo a cultura africana, Iorubá, Iemanjá, Deusa do Mar era filha de Olokum e casada com Olofim-Odudua, com quem tivera vários filhos, em razão de amamentá-los, seus seios ficaram muito volumosos.  Cansada e desgostosa com a vida que levava em Ifé, saiu rumo ao Oeste, onde conheceu o Rei Okerê . Apaixonaram-se. 
E a Deusa das Águas casou-se  com o rei Okerê. Em razão da vergonha que sentia em relação ao tamanho de seus seios, pediu ao marido que nunca se referisse ao constrangimento da esposa. Obviamente, ele concordou. Contudo, um dia, o rei embriagou-se e fez graça dos enormes seios da esposa. 
Entristecida, a Senhora das Águas, fugiu. Mas, desde menina, carregava consigo uma garrafa com uma poção que havia sido dada por sua mãe para utilizar em casos de perigo. Enquanto fugia, Yemanjá deixou a garrafa cair e quebrar. O líquido precioso transformou-se num rio onde seu leito corria em direção ao mar.
Mas, o rei Okerê não queria de forma alguma deixar a esposa partir, ele a amava muito. Então, o rei transformou-se numa montanha a fim de barrar o curso das águas. Mas, a Rainha, não aceitava os apelos do marido. Iemanjá pediu a seu filho Xangô que a ajudasse, esse partiu a montanha transformada pelo pai através de um raio, partindo a montanha ao meio. O rio seguiu seu curso rumo ao oceano, tornando Yemanjá a Rainha do Mar.

Fontes:
http://bethccruz.blogspot.com.br/2009/01/iemanj-lenda-mito-e-sincretismo.html
http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/festa-modelo.php?festa=8
BUONFIGLIO, Monica; Orixas, Rodar. São Paulo, 1992.
MARASHINSKY, Amy Sophia, The Goddess Oracle. São Paulo, 1997

Um comentário:

  1. Lindo Texto!
    A Mãe ,sempre Amada ,não importa o nome que lhes seja dado.
    Parabéns!linda postagem.

    Meu Carinho ,Mara Bahia.

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