domingo, 9 de outubro de 2011

Aromaterapia

Embora já saibamos que a utilização da aromaterapia seja uma prática milenar que se perpetua através dos tempos, foi o químico René Maurice Gattefossé quem batizou de Aromaterapia a utilização dos óleos essenciais para restabelecimento da saúde.

Na imensidão do reino vegetal encontramos plantas e flores consideradas medicinais em razão das substâncias químicas orgânicas encontradas em sua estrutura morfológica compostas de moléculas simples que são armazenadas em suas células. Estas quando liberam essas substâncias no ar, exalam um aroma específico e peculiar.

A sabedoria popular, oriunda das Antigas Tradições já nos ensinava que existe um momento correto para a colheita de plantas medicinais, uma vez que os óleos voláteis concentram-se em partes variadas de uma mesma planta conforme a hora do dia. A mesma oscilação ocorre em relação as estações do ano, fatores ambientais .como clima, solo e outros, que podem inclusive. Impedir a produção dos óleos essenciais.

Os meios de extração variam, mas muitas delas são mantidas desde a Antiguidade com objetivo manter o mais intacta possível suas propriedades fitoterápicas. O método de extração a vapor é o mais utilizado. A prensagem a frio é empregada, principalmente, para a obtenção de óleos etéricos cítricos. Existe também a Enfleurage que consiste num método mais artesanal e para flores nobres que não podem ser obtidas pela destilação a vapor. A extração por dióxido de carbono (CO2), há pouco tempo desenvolvido e em fase de experimentação., há também ainda a extração por solvente químicos.

Deve-se estar sempre atento quando o assunto é Aromaterapia, atualmente encontram-se no mercado vários produtos oriundos da perfumaria que não é o mesmo que aromaterapia, aos primeiros são derivados basicamente de componentes sintéticos e que causam um efeito apenas prazeroso em relação ao aroma, já os produtos oriundos da aromaterapia produzem efeitos terapêuticos, visto que provém de substâncias naturais e medicinais. Então tenha cuidado se quiser usufruir dos benefícios da aromaterapia.

Fontes:

Aromaterapia – Uso terapêutico da essências vegetais. Eneida Duarte Gaspar. Rio de Janeiro: Pallas; 1995

Manual pratico de Aromaterapia. Hermann N. A. Ulrich. Porto Alegre: Premier, 2004

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Terapia Floral


“Não estamos aprendendo todos a mesma lição ao mesmo tempo. Um está dominando o orgulho; outro, o medo; outro, o ódio e assim por diante, mas o fator essencial para a saúde é que aprendamos a lição que nos foi destinada.”
Edward Bach

Considerando o que nos ensina a medicina vibracional, o homem é um ser multidimensional, constituído pelo corpo, mente e espírito e envolvidos por uma rede energética que.liga o corpo físico aos corpos sutis, alimentando nossa força vital.

As essências florais atuam.em nosso campo vibracional possibilitando modificar os padrões energéticos e conscienciais que nos envolvem, tornando-nos seres mais harmonizados e felizes.

Quando falamos em Terapia Floral jamais podemos de citar o nome de Edward Bach,médico inglês, nascido no ano de 1886, no vilarejo de Moseley, descendente do povo de Gales do qual herdou o amor pela natureza e pelo místico. O maior interesse de Dr. Bach estava em aliviar o sofrimento dos seres através de um método natural de cura.

As essências florais apresentadas pelo médico inglês abrem o portal para a redescoberta do manancial curativo oferecido pela mãe natureza e todo universo. Depois dele, muitos outros cruzaram o portal, pesquisando e co-criando novas essências por todas as partes do mundo.

Quando buscamos o auxílio através da terapia floral é necessário sabermos que não adianta imediatismo. Somos seres únicos e multifacetados. Levamos muito tempo estruturando nossa personalidade e muitos de nossos sofrimentos. Conforme nos ensina o ditado popular: “devagar e sempre”. Seguindo o compasso musical de nossas vidas e reformulando crenças e padrões que não nos servem mais.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Desenvolvimento do Reino Vegetal e o Surgimento da Aromaterapia.

Já existiu no planeta há milhares de anos, no período que os dinossauros habitavam a terra, uma vegetação representada por samambaias e pinheiros, que aos poucos foi sendo ornadas por plantas floridas e perfumadas.

Os insetos seduzidos pelos perfumes e sabores, alimentavam-se do pólen, da seiva, dos frutos, e até mesmo da madeira. Os novos habitantes do reino vegetal necessitavam defender-se dos insetos. E o milagre da natureza acontecia: as plantas desenvolveram uma casca grossa, espinhos, pêlos até transformarem tudo numa guerra química que intoxicavam os insetos, e matavam os fungos e bactérias. Com o passar do tempo, os próprios insetos se tornaram colaboradores indispensáveis para reprodução das mesmas, através da polinização. Dependendo o tipo de substância que compõe determinada espécie, pode apresentar um odor marcante, agradável ou não. Com o desenvolvimento do planeta, estas planetas passaram a ser utilizadas pelos seres humanos em rituais mágicos, envenenamento de armas de guerra, bem como apresentaram poderes cicatrizantes, alivio de alguns males e sensação de bem-estar.

Com o armazenamento destas informações criou-se um acervo de conhecimento das plantas medicinais e aromáticas. A descoberta dos primeiros perfumes se deu pelo fato das pessoas esfregarem aquelas ervas e flores nos corpos deixando-os aromatizados, também desinfetavam suas casas através da queima de madeiras resinosas, descobriram assim alguns remédios naturais.

A trajetória do uso das plantas aromáticas foi comprovada por material arqueológico junto as mais antigas civilizações, como o Egito, a Mesopotâmia, a Grécia, entre outras, pois foram encontrados recipientes para ungüentos e óleos perfumados. Assim como os lindíssimos poemas da época fazem referências aos perfumes e incensos utilizados.

No entanto, ao chegarmos a idade média, na Europa, essas técnicas foram se esgotando em razão da postura da Igreja que preconizava um cristianismo autoritário e punitivo, pois qualquer um que se posicionasse contras os dogmas impostos era taxado de herege e pecador. Apenas no Oriente médio, Península Ibérica e Arábica, esse conhecimento continuou aperfeiçoando-se.

Aquele que ousasse em enfrentar as leis impostas era condenado ao cárcere ou a fogueira. Mas parte desse conhecimento ancestral foi preservado e propagado pela medicina popular, por intermédio das curandeiras e parteiras geralmente mortas pela alegação de bruxaria. E mesmo em meio a tantos desatinos foi registrada a farmacopéia, que já em tempos mais tranqüilos foi estudada e testada. Até hoje verificamos que os medicamentos produzidos pelos grandes laboratórios são derivados desses vegetais direta ou indiretamente.

Logo se conclui que aromaterapia é uma técnica milenar praticada a muitos e muitos anos.


Texto baseado na fonte: Aromaterapia - Uso Terapêutico das Essências Vegetais - Eneida D. Gaspar - Pallas, 2004.