Os insetos seduzidos pelos perfumes e sabores, alimentavam-se do pólen, da seiva, dos frutos, e até mesmo da madeira. Os novos habitantes do reino vegetal necessitavam defender-se dos insetos. E o milagre da natureza acontecia: as plantas desenvolveram uma casca grossa, espinhos, pêlos até transformarem tudo numa guerra química que intoxicavam os insetos, e matavam os fungos e bactérias. Com o passar do tempo, os próprios insetos se tornaram colaboradores indispensáveis para reprodução das mesmas, através da polinização. Dependendo o tipo de substância que compõe determinada espécie, pode apresentar um odor marcante, agradável ou não. Com o desenvolvimento do planeta, estas planetas passaram a ser utilizadas pelos seres humanos em rituais mágicos, envenenamento de armas de guerra, bem como apresentaram poderes cicatrizantes, alivio de alguns males e sensação de bem-estar.
Com o armazenamento destas informações criou-se um acervo de conhecimento das plantas medicinais e aromáticas. A descoberta dos primeiros perfumes se deu pelo fato das pessoas esfregarem aquelas ervas e flores nos corpos deixando-os aromatizados, também desinfetavam suas casas através da queima de madeiras resinosas, descobriram assim alguns remédios naturais.
A trajetória do uso das plantas aromáticas foi comprovada por material arqueológico junto as mais antigas civilizações, como o Egito, a Mesopotâmia, a Grécia, entre outras, pois foram encontrados recipientes para ungüentos e óleos perfumados. Assim como os lindíssimos poemas da época fazem referências aos perfumes e incensos utilizados.
No entanto, ao chegarmos a idade média, na Europa, essas técnicas foram se esgotando em razão da postura da Igreja que preconizava um cristianismo autoritário e punitivo, pois qualquer um que se posicionasse contras os dogmas impostos era taxado de herege e pecador. Apenas no Oriente médio, Península Ibérica e Arábica, esse conhecimento continuou aperfeiçoando-se.
Aquele que ousasse em enfrentar as leis impostas era condenado ao cárcere ou a fogueira. Mas parte desse conhecimento ancestral foi preservado e propagado pela medicina popular, por intermédio das curandeiras e parteiras geralmente mortas pela alegação de bruxaria. E mesmo em meio a tantos desatinos foi registrada a farmacopéia, que já em tempos mais tranqüilos foi estudada e testada. Até hoje verificamos que os medicamentos produzidos pelos grandes laboratórios são derivados desses vegetais direta ou indiretamente.
Logo se conclui que aromaterapia é uma técnica milenar praticada a muitos e muitos anos.
Texto baseado na fonte: Aromaterapia - Uso Terapêutico das Essências Vegetais - Eneida D. Gaspar - Pallas, 2004.
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